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	<title>UniPROF | Universidade Corporativa e Formação Profissional</title>
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	<description>Plataforma de contratação, treinamento e capacitação de equipes.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 17 Aug 2026 11:46:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>UniPROF | Universidade Corporativa e Formação Profissional</title>
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		<title>Erro de separação no CD: por que trocar a equipe não resolve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[contato@uniprof.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Logística e armazém]]></category>
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					<description><![CDATA[Erro de separação na CD (Central de Distribuição) quase nunca é falta de atenção, mas erro de método. Veja o que medir para melhorar sua operação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando a acuracidade de separação cai, a primeira reação costuma ser a mesma: apertar a cobrança, reforçar a conferência, trocar quem erra mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes funciona. Na maior parte das vezes o indicador melhora por algumas semanas e volta ao patamar anterior — o que é a evidência mais clara de que o problema não estava na pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Erro sistemático não é falta de atenção. É instrução ambígua encontrando pressa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Separação no CD: <strong>O teste que separa uma coisa da outra</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de qualquer ação, responda: os erros se concentram em pessoas ou em situações?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levante os últimos 60 a 90 dias de divergência e cruze por três recortes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por pessoa. Se dois ou três separadores respondem pela maior parte dos erros e os demais estão estáveis, é caso individual — formação pontual ou realocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por item ou família. Se os erros se concentram em SKUs específicos, o problema não é humano. Costuma ser embalagem parecida, descrição confusa no sistema, endereço mal sinalizado ou itens semelhantes vizinhos no mesmo corredor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por turno e por horário. Se a curva sobe na última hora do turno ou nos dias de pico, é carga de trabalho, não competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o padrão que aparece com mais frequência é o segundo: um conjunto pequeno de itens gerando um conjunto grande de erros, com todo mundo errando neles. Isso não se resolve com cobrança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os quatro pontos onde o método falha</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Endereçamento que exige interpretação. Se o separador precisa deduzir onde está o item, alguém vai deduzir errado. Endereço bom não é o mais curto — é o que não admite duas leituras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Itens semelhantes vizinhos. Mesma marca, mesma embalagem, gramaturas diferentes, lado a lado. É o desenho do armazém produzindo o erro, e nenhum treinamento compensa isso indefinidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conferência que virou carimbo. Quando quem confere sabe o que deveria estar ali, ele vê o que espera ver. É por isso que existe conferência cega — e é por isso que ela é abandonada quando o volume aperta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamento de divergência sem regra clara. Faltou item, o que fazer? Se cada pessoa resolve de um jeito, o erro sai do armazém junto com a carga.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que treinamento resolve — e o que não resolve</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não resolve endereçamento ruim, layout que aproxima itens parecidos, sistema com descrição ambígua ou dimensionamento insuficiente para o pico. Isso é projeto de operação. Treinar gente para compensar processo mal desenhado é caro e temporário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resolve, e é onde costuma haver ganho rápido:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Padrão único entre turnos. O que a manhã faz de um jeito e a madrugada de outro produz variação que aparece no indicador e ninguém consegue explicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Regra de divergência. Uma sequência clara e igual para todos, em vez de improviso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Onboarding de pico. Quando entra gente temporária em volume, é impossível treinar em sala sem parar a operação — e é exatamente quando a acuracidade cai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Reciclagem específica nos itens problemáticos. Se cinco SKUs concentram os erros, esses cinco viram conteúdo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O indicador que quase ninguém separa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma distinção que muda decisão: aderência e domínio não são a mesma coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aderência é quem está fazendo o treinamento. Domínio é quem está acertando a avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguém pode ter 100% de aderência e domínio baixo. Essa pessoa está cumprindo a rotina e não está aprendendo — e é justamente ela que vai gerar erro, apesar de aparecer bem em qualquer relatório de presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o seu acompanhamento só mede conclusão, você não sabe quem sabe fazer. Sabe quem apareceu.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um roteiro de 30 dias</strong> para organizar a separação no CD</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Semana 1. Levante as divergências dos últimos 90 dias e cruze por pessoa, por item e por turno. Não faça nada além disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Semana 2. Olhe o resultado. Se concentrou em item ou horário, o trabalho é de processo — mexer em treinamento primeiro seria tratar sintoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Semana 3. Padronize o que estiver em aberto: endereçamento, conferência, regra de divergência. Escreva. O que não está escrito muda de turno para turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Semana 4. Leve o padrão à equipe em formato curto e repetido, e comece a medir domínio, não só presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só depois disso faz sentido discutir quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8212;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*A [UniPROF LOGÍSTICA](</em>/logistica/<em>) leva conteúdo por função ao celular da equipe, disponível 24 horas — inclusive para o turno da madrugada — e mostra à gestão o domínio por função, por turno e por CD. <a href="https://uniprof.com.br/#avaliacao">[Avalie sua operação]</a>(</em>/logistica/#diagnostico<em>) em seis perguntas.*</em></p>
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		<title>NR-18: o que mudou no treinamento de canteiro</title>
		<link>https://uniprof.com.br/nr-18-o-que-mudou-no-treinamento-de-canteiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@uniprof.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construção Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquise &#8220;treinamento admissional NR-18&#8221; hoje e a maioria dos resultados vai dizer a mesma coisa: carga horária mínima de 6 horas, conforme o item…]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Pesquise &#8220;treinamento admissional NR-18&#8221; hoje e a maioria dos resultados vai dizer a mesma coisa: carga horária mínima de <strong>6 horas</strong>, conforme o item 18.28.2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse texto não é o vigente. A NR-18 foi reformulada pela <strong><a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-portarias/2022/portaria-seprt-n-o-3-733-altera-a-nr-18.pdf/view" target="_blank" rel="noopener">Portaria SEPRT nº 3.733/2020</a></strong>, com vigência a partir de 2022, e a estrutura de capacitação mudou junto. O item 18.28 citado por esses sites pertence à redação anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é um detalhe acadêmico. Um técnico de segurança que monta o plano de treinamento a partir de conteúdo desatualizado está trabalhando com a norma errada — e conteúdo desatualizado é o que domina a primeira página de busca.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que o texto vigente estabelece</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reformulação alinhou a <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-18-nr-18" target="_blank" rel="noopener">NR-18</a> à lógica da <strong><a href="http://chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-01-atualizada-2025-i-1.pdf">NR-01</a></strong> e ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Três mudanças importam para o dia a dia da obra:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O nome e a carga horária</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se chamava &#8220;treinamento admissional&#8221;, com 6 horas, passou a ser <strong>treinamento inicial</strong>, referente à capacitação &#8220;Básico em segurança do trabalho&#8221;, com carga horária de <strong>4 horas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A periodicidade ficou definida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto antigo, o treinamento periódico deveria acontecer &#8220;sempre que necessário&#8221; ou no início de cada fase da obra — uma redação que, na prática, cada empresa interpretava de um jeito. O texto atual define <strong>a cada dois anos</strong>, com carga horária própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avaliação de conhecimento virou obrigatória</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos treinamentos, passou a ser exigido medir o que o trabalhador de fato aprendeu — com exceção do treinamento inicial. Lista de presença assinada deixou de ser suficiente como evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda o <strong>treinamento eventual</strong>, previsto para as situações descritas na NR-01, e regras específicas para capacitações como operação de gruas, que exigem estágio supervisionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confirme sempre no texto oficial publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego antes de montar seu plano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As normas são revisadas com frequência, este artigo tem data, e a própria situação que ele descreve — informação desatualizada circulando como se fosse vigente — é o motivo do aviso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Onde as obras realmente falham</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o problema raramente é desconhecer a carga horária. É outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A integração vira gargalo de cronograma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalhador chega na segunda-feira e a integração está marcada para quinta, porque é quando junta gente suficiente para formar turma. Nesses três dias ou ele fica parado, ou entra no canteiro sem o treinamento — e aí a empresa está descumprindo a norma e assumindo o risco.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A comprovação vira garimpo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre subempreiteiros, frentes e turnos, o registro se espalha. Na hora da fiscalização ou, pior, depois de um acidente, provar que a capacitação aconteceu vira busca em pasta física.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reciclagem some entre um treinamento formal e outro.</strong> Dois anos é muito tempo. O que foi ensinado no início se dilui, e o canteiro volta a operar por hábito.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que dá para resolver e o que não dá</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui vale ser direto, porque é onde muito fornecedor promete o que não entrega.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O treinamento normativo precisa ser feito conforme a norma.</strong> Carga horária, conteúdo programático e responsável habilitado estão definidos em regulamento. Nenhuma plataforma substitui isso, e quem disser o contrário está criando passivo para você, não resolvendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que dá para resolver é o entorno</strong>, que é justamente onde o conhecimento se perde:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; <strong>Reciclagem contínua</strong> entre os treinamentos formais, em sessões curtas que cabem antes do turno</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; <strong>Conteúdo por função</strong> — o que o armador precisa lembrar não é o que o eletricista precisa lembrar</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; <strong>Registro individual rastreável</strong>, com data e hora, exportável em planilha para compor o dossiê</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; <strong>Visibilidade por obra e por frente</strong>, para enxergar onde a capacitação está atrasada antes da fiscalização apontar</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma nota sobre EAD</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A NR-01 admite modalidades a distância e semipresencial para determinadas capacitações, com condições. Isso abriu espaço para resolver o gargalo de cronograma — mas as condições existem e variam conforme a capacitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de migrar qualquer treinamento normativo para o formato digital, verifique se aquela capacitação específica permite, e em que modalidade. É uma decisão que precisa passar pelo seu SESMT, não pelo fornecedor da plataforma.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ponto de fundo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Rotatividade alta e exigência legal formam uma combinação cara. Cada trabalhador que entra no canteiro precisa estar capacitado antes de começar, e em obra com muita entrada e saída isso significa repetir o processo o tempo todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho não é fazer menos treinamento — é tirar o treinamento da dependência de juntar turma. Quando a formação inicial acontece no dia em que a pessoa chega, e a reciclagem acontece em sete minutos antes do turno, a conformidade deixa de brigar com o cronograma.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como calcular o custo real do turnover na sua loja</title>
		<link>https://uniprof.com.br/custo-turnover-varejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@uniprof.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 00:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[Aprenda a calcular quanto a rotatividade custa na sua loja com uma fórmula aberta, usando os seus próprios números — sem benchmark de mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O turnover no varejo aparece em toda reunião de RH e quase nunca aparece na planilha. É tratado como um fato da vida do setor — &#8220;aqui é assim mesmo&#8221; — e por isso raramente alguém para para transformá-lo em número.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema de não ter o número é prático: sem ele, qualquer investimento em formação vira despesa a ser cortada na primeira revisão de orçamento. Com ele, vira comparação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo mostra uma forma de calcular. Não é a única, e não é a mais sofisticada. É a que você consegue fazer hoje, com dados que já tem, e defender numa reunião sem depender de estudo de terceiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que os números de mercado não ajudam</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você vai encontrar com facilidade estimativas dizendo que substituir um colaborador custa de 50% a 200% do salário anual. São números reais, produzidos por consultorias sérias, e completamente inúteis para a sua conversa interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo: eles vêm de amostras que misturam cargos, setores e países. Quando você leva um intervalo de 50% a 200% para o diretor financeiro, a primeira pergunta é &#8220;de onde saiu isso?&#8221; — e a segunda é &#8220;e no nosso caso?&#8221;. Se a resposta for &#8220;não sei&#8221;, a discussão morre ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um número menor que você consegue sustentar vale mais que um número grande que você não consegue explicar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A conta, em três partes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O custo de perder alguém tem componentes fáceis de esquecer porque nenhum deles aparece isolado na contabilidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte 1 — Reposição</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"> Rescisão, encargos, processo seletivo, exame admissional, uniforme, crachá. Para funções operacionais no varejo, uma aproximação conservadora é considerar o equivalente a <strong>**um salário mensal**</strong> por substituição, somando tudo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte 2 — Rampa até a autonomia.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a parte que quase ninguém conta, e costuma ser a maior. Entre o primeiro dia e o dia em que a pessoa faz a função sozinha, ela está sendo paga integralmente e entregando parcialmente. Além disso, alguém mais experiente sai da própria função para acompanhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma estimativa razoável: durante o período de rampa, considere que a pessoa entrega <strong>**metade**</strong>. Se leva 10 dias úteis até a autonomia, isso equivale a 5 dias de salário perdidos — mais o tempo de quem ensinou.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte 3 — Efeitos que existem mas não vamos calcular.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Erro de operação de quem ainda está aprendendo, queda de atendimento, desgaste da equipe que cobre o buraco, ruptura de gôndola. São reais e são difíceis de isolar. Deixe fora da conta. É melhor apresentar um número claramente subestimado do que um número inflado que alguém consegue derrubar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A fórmula</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;`</p>



<p class="wp-block-paragraph">substituições por ano &nbsp;= &nbsp;saídas por mês × 12</p>



<p class="wp-block-paragraph">custo por substituição = &nbsp;1 salário</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;+ &nbsp;(dias até autonomia ÷ 22) × salário × 0,5</p>



<p class="wp-block-paragraph">custo anual &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;= &nbsp;substituições por ano × custo por substituição</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;`</p>



<p class="wp-block-paragraph">O divisor 22 é o número aproximado de dias úteis no mês. O fator 0,5 é a produtividade parcial durante a rampa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um exemplo com números de rede média</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma rede com <strong>**110 pessoas na operação**</strong>, salário médio de <strong>**R$ 2.200**</strong>, <strong>**5 saídas por mês**</strong> e <strong>**10 dias úteis**</strong> até alguém novo trabalhar sozinho:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Substituições por ano: 5 × 12 = <strong>**60**</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Custo por substituição: 2.200 + (10 ÷ 22 × 2.200 × 0,5) = 2.200 + 500 = <strong>**R$ 2.700**</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Custo anual: 60 × 2.700 = <strong>**R$ 162.000**</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cento e sessenta e dois mil reais por ano, numa conta deliberadamente conservadora, sem contar erro operacional nem perda de venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Repare no que a conta revela: com 110 pessoas e 60 substituições ao ano, a rede troca mais da metade do quadro operacional anualmente. Esse é o dado que costuma mudar a conversa — não o valor em reais, mas a proporção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Onde a alavanca está</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando a fórmula, existem três variáveis para mexer. Duas são difíceis e uma é rápida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>**Reduzir as saídas**</strong> é o objetivo final, mas depende de salário, liderança, clima e mercado. É trabalho de meses ou anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>**Reduzir o custo de reposição**</strong> tem pouco espaço: rescisão e encargos são o que são.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>**Reduzir os dias até a autonomia**</strong> é a variável que responde mais rápido. Se aquela rede levasse 4 dias em vez de 10, o custo por substituição cairia de R$ 2.700 para R$ 2.400 — cerca de R$ 18 mil por ano, sem mexer em salário nem em rotatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E existe um efeito de segunda ordem que a fórmula não captura: pessoa que domina a função mais cedo tem menos chance de pedir demissão nos primeiros meses. Boa parte das saídas precoces no varejo não é por dinheiro — é por não estar dando conta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer com o número</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Leve para a reunião com três recortes: o <strong>**valor anual**</strong>, a <strong>**proporção do quadro trocado por ano**</strong> e os <strong>**dias até a autonomia**</strong>. Esse terceiro é o que transforma a conversa de &#8220;problema crônico do setor&#8221; em &#8220;processo que dá para melhorar&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E refaça a conta a cada trimestre. O valor absoluto importa menos que a direção em que ele se move.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é Microlearning?</title>
		<link>https://uniprof.com.br/microlearning/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@uniprof.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 01:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Varejo]]></category>
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